domingo, 24 de fevereiro de 2013

I Love You To The Moon And Back - Capítulo 22



                                                     Capítulo 22 

Demi estacionou em frente ao hotel em que a banda One Direction estava hospedada, pegou o celular e mandou uma mensagem para Niall avisando que estava ali e minutos depois ele apareceu, usava uma regata branca, uma bermuda qualquer e um boné verde, ajeitou os óculos escuros que o deixavam ainda mais irresistível e sorriu abrindo a porta do carro.
-Ei, Demi, finalmente – ele alargou o sorriso e a cumprimentou com um beijo delicado no rosto.
-Pois é – Demi sorriu também – topei sair com você por pena, estava ficando chato você falando de mim em todas as entrevistas.
Eles riram juntos e Niall se acomodou no banco maneando negativamente com a cabeça enquanto Demi dava a partida.
-Não posso fazer nada se eu estava certo – olhou-a de lado – você realmente é a menina mais linda do mundo.
-Eu sei – disse convencida mas de forma irônica – sou a menina mais bonita do mundo.
-É mesmo – ele se manteve firme em sua opinião – não só pra mim, mas pra milhares de outros caras.
Demi concordou com a cabeça e logo eles emendaram em outros assuntos, almoçaram juntos e ela o deixou na porta do hotel quando estavam voltando, foi perfeito cada segundo, eles riam de tudo e dividiam historias hilárias de infância, as vezes Demi implicava com o inglês dele e o imitava, o que fazia com que ele se irritasse um pouco.
-Finalmente, não aguentava mais esse sotaque – ela riu desligando o carro.
-Gostou pelo menos da companhia? – ele riu e voltou a falar rápido antes que ela respondesse – sem considerar meu sotaque, por favor.
Demi soltou um riso baixo, abafado e o encarou.
-Foi legal.
-Só isso? – ele se fingiu ofendido.
Ela voltou a rir da cara dele.
-Você é um ótimo amigo, Niall, eu amei cada segundo – sorriu de leve.
-Melhorou – ele torceu o nariz formando uma expressão engraçada – vou lá que temos passagem de som daqui a pouco.
-E eu uma entrevista – Demi rolou os olhos.
-Boa entrevista – ele sorriu – e obrigado por sentir pena de mim e aceitar sair com um mero fã.
-Valeu a pena o esforço – ela brincou e ele sorriu abrindo a porta do carro.
-Até mais – se debruçou na janela e bateu rapidamente os dedos fazendo um ritmo qualquer.
-Até – Demi engatou a marcha e sorriu abertamente dando partida.
-Pai – Ronan chamou baixo encarando Joe que andava de um lado para o outro – é a sua vez, é a parte que o capitão chega – ele explicou encarando o boneco em sua mão.
-Desculpa, Ron – ele disse sincero, estava preocupado com Demi, na verdade, preocupado com o que ela faria, sussurrava para si que precisava confiar nela, encarou o relógio e suspirou aliviado – hora da entrevista da Demi, vamos ouvir?
Ronan sorriu em resposta e se acomodou na cama enquanto Joe sintonizava a estação no celular, colocou no alto-falante e se deitou ao lado do filho, ouviram algumas musicas até começar a introdução de uma conhecida, era uma musica da Demi, mas estava apenas o instrumental ao fundo e a voz do locutor se sobressaía apresentando-a.
-Boa tarde, Demi.
-Boa tarde – ela respondeu empolgada e Joe estremeceu, então a tarde havia sido boa.
-É um prazer te ter aqui – o homem disse também empolgado e Joe ouviu um suspiro de Demi que imaginou ser uma risada fraca em agradecimento – vamos começar – a voz masculina fez uma pausa – como foi a experiência de sair em turnê com sua melhor amiga?
-Foi incrível – Demi respondeu sem conter o interesse no assunto – quero dizer, quando se está em um ônibus com a sua melhor amiga, o namorado folgado dela é incrível.
-Tem alguma história engraçada para compartilhar?
-Bem – Demi deu continuidade – todas as noites eu e Selena fazíamos a nossa “noite das garotas” enquanto forçávamos Justin a ouvir musicas de mulherzinha e conversas bem feministas – disse naturalmente – mas passamos por cidades muito pequenas, e em uma dessas o ônibus quebrou e ficamos hospedados na casa dos donos da oficina mecânica porque na cidade não tinha hotel.
-Está brincando – o homem disse com tom de surpresa incentivando Demi a continuar a história – como foi ficar lá?
-Passamos pouco tempo lá, logo fomos para a cidade vizinha ficar em um hotel, mas foi uma experiência incrível – pelo tom de voz, Joe sentiu que ela sorria, e ele sorria também – conheci pessoas que pretendo manter contato, pessoas incríveis, simples e de caráter.
-Isso está em falta hoje em dia – o rapaz comentou – falando em conhecer gente nova, como anda seu coração?
-Bem, obrigada – Demi respondeu no sentido literal sem querer aprofundar o assunto.
-Que bom – o entrevistador riu sem humor – mas eu quero dizer, você está saindo com alguém no momento? Niall talvez – Joe gelou, por que estavam falando dele? – sabemos que o loirinho está sempre falando o quão bonita e talentosa você é, muitos fãs torcem por vocês.
Houve um breve silencio, Joe deduziu que ela estivesse escolhendo as palavras certas.
-Bom – Demi começou e respirou fundo, ele sabia que ela estava estreitando as sobrancelhas, sempre fazia isso quando pensava – o Niall é um menino – ela deu ênfase na palavra menino – fantástico, lindo e também muito talentoso – uma pontada aguda de ciúmes bateu em Joseph – mas ele é apenas um bom amigo, conversamos muito por skype e fomos almoçar juntos hoje – disse sem se preocupar com o reboliço que isso causaria – mas digo aos meus fãs, nunca haverá um “Diall” – ela sorriu baixo com o apelidinho bobo – digo, ele será sempre um bom amigo e eu estou muito feliz com a minha condição amorosa agora – Joe sorriu porque ela praticamente soletrou essa ultima frase e ele sabia que ela estava lhe falando isso.
-Isso quer dizer que você está solteira?
-Sim – ela soltou o ar pelo nariz – estou solteira, não tenho um namorado.
-Então, continuem tentando, rapazes – o homem brincou – vamos falar do seu próximo cd…
Nesse momento Ashley entrou no quarto sorrindo por simpatia e encontrou Joe e Ronan encarando o celular em silencio, vidrados.
-Uhum – limpou a garganta para que pudessem olha-la, e deu certo, Joe apertou um botão calando a entrevista e se virou pra mulher na porta – hora dos medicamentos, mocinho.
O pequeno fez uma careta mas tomou os remédios sem reclamar muito, horas depois pegou no sono, alguns tinham esse efeito, o deixavam sonolento.
-Posso falar com você um instante? – Joe perguntou.
-Claro – Ashley sorriu ainda mais – alguma duvida?
-Gostaria de saber – ele fez uma pausa e levantou as sobrancelhas – de verdade – seu ênfase – como ele tá e como anda o tratamento.
-Ele está bem – ela garantiu – por enquanto estamos observando os efeitos da medicação, para não ter que submetê-lo a algum tratamento mais sério.
-Tipo – Joe engoliu seco – quimioterapia ou algo assim?
-Exatamente – Ashley disse – começamos com os remédios que servem para bloquear a proteína anormal presente na maioria das células de leucemia, matando-as.
-E está dando certo?
-Ainda não podemos afirmar com certeza, por enquanto o quadro dele continua o mesmo – ela explicou mostrando alguns papéis – mas ele é forte e creio que tudo terminará bem – sorriu gentilmente.
-Espero – Joe sorriu pra ela também – e se os remédios não derem certo, ai vai para…
-Joseph, acalme-se – Ashley disse ficando séria – esses tratamentos intensivos são nossas ultimas opções no caso de Ronan – ela explicou – ainda temos as vacinas com antígeno ou até um transplante, mas o caso dele ainda não é tão grave pra isso.
-Ainda – Joe repetiu a palavra, aterrorizado.
-Está tudo no começo ainda, temos que ser positivos – ela completa com calma – mas temos que considerar todas as hipóteses.
Ele concorda com a cabeça em silencio e se vira para encarar o filho, sereno, dormindo como um anjo.
-Eu só queria vê-lo crescer – não conseguiu impedir uma lagrima de se formar – queria poder assistir enquanto ele realizasse seus sonhos, ele poderá ser o que quiser – ri sem humor – até um dinossauro – ri um pouco mais lembrando de quando seu filho disse que queria ser um dinossauro quando crescesse.
-Ele será – ela estendeu a mão e afagou carinhosamente o braço dele – ele será o menino mais incrível do mundo, crescerá forte e será um belo dinossauro.
Joe soltou uma risada falha e a olhou, agradecendo-a em silencio, ela entendeu o recado e sorriu sem mostrar os dentes, compreensiva, mas seus olhos denunciavam um outro sentimento, o de pena, mas não podia deixar transparecer isso, não na frente dele.
-Bom – Joe limpou as lagrimas – era só isso, obrigado pelos esclarecimentos.
-Por nada – ela respondeu se virando – qualquer coisa, pode chamar, eu só volto no fim da tarde, para dar-lhe banho e trazer o lanche.
-Tudo bem – Joe a acompanha até a porta do quarto – até – ele sorri e ela acena com a cabeça saindo – obrigado de novo – ele diz e Ashley vira de costas concordando com a cabeça, quando volta seu corpo pra dentro do quarto encontra Demi parada no corredor, na direção oposta em que a enfermeira havia saído, de braços cruzados ela o encarava, com raiva.
-Posso saber o motivo de ter agradecido ao bambu mãe de santo? – perguntou entrando no quarto e colocando a bolsa na poltrona, se sentando logo em seguida, cruzou as pernas e levantou uma sobrancelha esperando a resposta.
-Por um almoço romântico em um restaurante chique é que não foi – devolveu a resposta ironicamente se referindo ao encontro com Niall enquanto fechava a porta.
-Não foi um almoço romântico, Joseph, você sabe disso – respondeu irritada – achei que fosse um pouco mais esperto.
-Eu sou esperto – ele disse e fez uma pausa – só que agora eu não to entendendo onde você quer chegar.
-Ouviu a entrevista?
-Uma parte sim – ele disse ainda sem entender muito.
-A parte “eu estou muito feliz com a minha condição amorosa agora” – ela repetiu com a mesma entonação anterior – foi pra você, seu idiota.
-Isso eu percebi – ele observou levantando o dedo indicador – o problema é que você está tendo ciúmes de uma enfermeira que seremos obrigados a conviver por um tempo, e eu nem a chamei pra almoçar.
-Para com essa obsessão pelo Niall, ele é só um amigo, acredita em mim – pediu mais com os olhos do que com as palavras, Joe suspirou – e eu não estou com ciúmes daquela varapau.
-Eu acredito em você – ele se agachou em frente a poltrona – mas pode admitir seus ciúmes, você fica fofa assim, emburradinha.
-Vai te catar, Joseph, eu não to com ciúmes – bufou e deu um tapa nele.
-Mas que nervosa – ele ironizou – eu acredito em você e quero que acredite em mim também – em um movimento rápido ele se aproximou do rosto dela, segurando-o entre as mãos – eu to com você, você que eu escolhi depois de todos esses anos, você que me faz bem, feliz, me completa, você e mais ninguém.
Ela sorriu e o puxou pela nuca beijando-o intensamente, ele se sentou no braço da poltrona e passou a mão pelo cabelo dela, descendo até o ombro, traçando uma linha imaginária com seu carinho, de repente foram interrompidos com o barulho da porta, se separaram rapidamente e encararam Ashley imóvel olhando pra eles tentando disfarçar algumas lágrimas.
-Desculpa – ela gaguejou um pouco – eu esqueci de – espremeu os olhos e engoliu seco – anotar algumas coisas, e… – resolveu parar de falar e encarou o casal.
-Tudo bem – Joe disse sem jeito.
Ela caminhou em silencio e anotou algumas coisas nos papeis presos a prancheta, sorriu de leve para os dois como um outro pedido de desculpas e saiu do quarto.
-Algo me diz que ela não pretendia anotar nada – Demi disse fazendo carinho na nuca de Joe.
-Como assim? – ele perguntou confuso.
-Depois diz que é esperto – ela sorriu mas logo voltou a ficar séria – sobre o que vocês conversaram mais cedo?
-Sobre o tratamento do Ron – ele disse ainda sem entender onde ela queria chegar.
-Nada mais “pessoal”? – Demi perguntou fazendo aspas com os dedos.
-Não – ele deu de ombros – apenas comentei o de sempre, perguntei do tratamento e disse que tinha medo de perde-lo.
-Ela achou que você se abriu com ela – disse convicta.
-De fato – ele curvou a boca pra baixo e deu de ombros – não chorei horrores e disse tudo da minha vida – suspirou – mas disse que gostaria de vê-lo crescer e tal, e ela tentou me consolar – ele escolheu as palavras com medo de que Demi entendesse errado.
-Relaxa, Joe, não vou te bater por isso – ela riu sem vontade – só que a Ashley pode ter entendido errado, provavelmente ela voltou aqui pra te convidar pra sair.
-Como você sabe?
-Estava estampado no rosto dela quando ela entrou suas reais intenções – Demi explicou se ajeitando na poltrona – ela tinha esperanças de te ver sozinho, ou até comigo, mas como amiga, seu rosto se desmontou como um castelo de cartas.
Joe fez um biquinho, pensativo, encarou Demi.
-Não era a minha intenção iludi-la.
-Eu sei que não – respondeu compreensiva passando os dedos da nuca para a orelha dele, se concentrando ali – mas você precisa conversar com ela.
-Falar o que? – ele perguntou se apavorando por um instante.
-Se ela perguntar algo, assuma nosso namoro, é melhor ser franco com ela, pelo menos com ela.
-E se ela não for de confiança? – Joe perguntou sério – se ela contar para a imprensa?
-Ela iria a falência com isso – Demi explicou – eles assinaram um termo de sigilo, toda a equipe médica daqui, eles não podem comentar nada pessoal entre nós, isso inclui o Ron também.
-Ela vai ficar pobre mas a sua vida pode virar um inferno – Joe alertou – se ela for fria o suficiente pra não ligar para as consequências? Digo, seus fãs podem te odiar por mentir.
-Meus verdadeiros fãs não me odiarão porque omiti um relacionamento – explicou – fiz isso por vocês e principalmente por Ronan, eles entenderão.
-Ok então – Joe suspirou – aparentemente você sabe bem o que faz – sorriu e deu um selinho rápido nela – e se a Ashley falar ou tentar alguma coisa, eu falo de nós.
Demi sorriu concordando e o puxou pra mais um beijo que foi se intensificando ali, na poltrona mesmo, quando eles ouviram algo que os separou repentinamente.
-Pai?
-Ro..Ron – Joe gaguejou envergonhado.
-Ei, tia, eu te ouvi no rádio – ele virou para Demi sorrindo parecendo nem ligar para a cena que acabara de ver, ela respondeu o sorriso com a mesma intensidade.
-É mesmo? – se levantou e foi até ele – o que achou?
-Sua voz estava diferente – ele torceu o nariz – mas eu gostei.
Demi sorriu e beijou delicadamente a testa do menino que fechou os olhos por instinto, voltando a abri-los preguiçosamente, se esticou na cama e fez força para se sentar.
-Não adianta ficar me olhando assim – ele continuou em tom divertido – eu sei que vocês estão namorando.
-Como você é um menino esperto – Demi disse corada e se virou pra Joe que se divertia com a cena – ta vendo, isso é ser esperto, você não é esperto.
-Ei, não me ofenda, ok? – ergueu as mãos se defendendo.
-Tudo bem pra você, Ron? – Demi se voltou novamente pra ele sorrindo – eu e seu pai…
-Tudo bem – o menino respondeu sincero – eu amo a minha mãe, mas ela ta só na foto, vai ser legal ter uma mãe de verdade.
Demi sentiu as pernas fraquejarem de emoção, encarou Joe e tentou dizer algo, mas nada saiu da sua boca, virou pra Ronan de novo e fez um carinho em sua cabeça, como ela o amava, como o amava como um…filho? Se perguntou mas logo teve a resposta, porque ele sorriu e ela sentiu o quanto ele era importante pra ela e o quanto ela se sentia ligada a ele.
-Bom saber – ela se abaixou e beijou lentamente seu rosto, se sentou ao seu lado e o encarou, parecia tão frágil e dependente dela – porque eu já te amo como um filho.
Ele sorriu inocente e, sem saber o porquê, começou a chorar, pulou no colo dela e eles se abraçaram fortemente enquanto Joe assistia a cena também emocionado, era disso que ele precisava pra se sentir completo, agora ele sentia que realmente tinha uma família, uma família ligada pelo sentimento mais forte e puro que poderia existir, o amor.

Ai, gente, to ficando depressiva! A fic ta acabando :( O Ronan é um fofo, né ? Fala sério. Enfim, comentários ? xx