quinta-feira, 7 de março de 2013

I Love You To The Moon And Back - Capítulo 28


                                               Capítulo 28

Demi se levantou cuidadosamente, não queria que Joe acordasse, foi até o banheiro e quando viu seu reflexo no espelho reparou o sorriso bobo que tinha nos lábios, suspirou e lavou o rosto escovando os dentes logo em seguida, colocou uma blusa qualquer e um short e desceu as escadas faminta.
-Aê, finalmente – Nick a recebeu – não entendi nada quando a Miley me puxou portão a fora ontem a noite.
-Onde vocês dormiram? – ela perguntou fuçando a geladeira.
-Na casa da Selena – Miley entrou na cozinha respondendo – nunca mais faço isso, a Eleanor mal dormiu com o ronco do Bieber, por isso madrugamos aqui, fiquei com medo da festinha estar rolando até agora.
-Po, impossível – Nick riu.
-Ou não – Demi brincou e eles arregalaram os olhos.
-Já vi que não vai torturar a mim e a Selena.
-Não mesmo – riu mais ainda.
-Seus fãs sabem desse seu lado, Demi? – Nick implicou e ela tacou o pano de prato nele.
-Hoje a sua mãe disse que vai levar a Denise pra fazer compras – Miley mudou de assunto – eu vou tentar dormir já que eu não dormi nada essa noite…
-Eu vou pra clinica hoje, relaxa – ela disse pegando algumas coisas na geladeira e indo se sentar a mesa com Nick e Miley – já vou acordar o Joe.
-Não precisa – ele riu, estava com o olhos inchados, descabelado e só de bermuda – bom dia – foi até Demi e deu um selinho demorado nela.
-Ou, mas já? – Miley riu.
-Bom dia pra você, ciumenta.
-Não é ciúmes, só não quero poluir minha visão, principalmente a essa hora.
-Ou seja – ele se levantou e a agarrou por trás – ciúmes.
-Vai se ferrar, Joseph – Miley reclamou ao mesmo tempo que o telefone tocou.
-Eu atendo – Demi disse se levantando – alô.
Ela esperou um tempo para que a pessoa do outro lado da linha dissesse algo e a medida que ouvia ela ia ficando pálida, seu coração acelerou de tal forma e uma tontura a atingiu em cheio que foi necessário se agarrar a bancada da cozinha para não cair, piscou duas, três, várias vezes seguidas para por todas aquelas informações no lugar enquanto os outros a encaravam assustados, Joe fez menção em dizer algo mas ela arrumou forças, sem saber de onde, para levantar a mão impedindo-o, se concentrou no que a pessoa do outro lado da linha dizia e desligou logo depois de sussurrar com extrema dificuldade:
-Estamos chegando.
-O que houve? – Nick perguntou mas ela não conseguiu dizer nada.
-Calma, senta aqui – Joe disse calmamente e a pegou pelo ombro guiando-a até a cadeira, Demi ainda não tinha se dado conta o quão forte fincou os dedos na bancada, eles agora latejavam mas ela não tinha tempo pra se preocupar com isso – Miley, prepara um pouco de água com açúcar, por favor – ordenou de forma firme e se virou pra Demi – o que aconteceu, amor?
Ela abriu a boca algumas vezes mas nenhum som saia, estava com o olhar assustado, parecia uma criança perdida, de repente sentiu a boca seca e começou a tremer de forma assustadora encarando Joe com…pena? Ele se perguntou, por que ela estaria sentindo pena dele? Não fazia sentido mas mesmo assim era só isso que ele conseguia decifrar nos olhos dela, pena e desespero, um imenso desespero, que o deixava ainda mais preocupado.
-Toma, bebe – Miley disse entregando o copo pra ela, que bebeu tudo de uma vez e aos poucos pode ir recobrando os sentidos, voltou a encarar Joe a sua frente, intacto, esperando uma explicação pra aquilo tudo, não sabia como dizer a ele o que precisava dizer, apenas se lembrou das vezes em que a vida havia lhe obrigado a ser forte e se prometeu que ali não seria diferente, e como se fosse mágica, aquela Demi forte e decidida se levantou da cadeira.
-A gente tem que ir pra clinica – disse normalmente e subiu as escadas correndo.
-Droga – Joe disse irritado e socou a mesa.
-Alguém me explica? – Nick perguntou, ele e Miley se olharam confusos.
-Alguma coisa aconteceu com o Ronan, eu sinto – Joe se desesperou e não fez questão de esconder as lágrimas – ela não vai se deixar abalar, eu sei disso, e isso não vai fazer bem a ela, eu vou ter que segurar tudo sozinho.
-Ela parece tão… – Miley começou a dizer.
-Forte? – ele a cortou – é, ela se obriga a isso as vezes, mas vai por mim, quando ela não aguentar mais eu tenho até medo do que vai acontecer – ele levou as mãos até o rosto – eu vou tentar falar com ela depois, mas agora, eu preciso ir pra clinica.
-Relaxa, você não está sozinho – Nick se levantou e abraçou o irmão que sorriu em resposta.
Joe entrou no quarto em silencio, se sentou na cama e esperou pacientemente o banho de Demi terminar, assim que ela saiu ele entrou para tomar o seu, eles não se olharam por muito tempo, ela estava se controlando pra não desmoronar na frente dele, ela se cobrava isso pois sabia que ele não aguentaria quando descobrisse o que estava acontecendo.
-Demi – Joe chamou assim que estacionou o carro em frente a clinica – eu prefiro saber por você.
-Eu acho que não consigo contar – ela disse baixo fitando o nada.
-Tudo bem – ele suspirou e segurou a mão dela obrigando-a a olha-lo – mas promete que vai estar comigo, por favor.
-Sempre – ela ergueu sua mão livre e fez um carinho no rosto de Joe, puxando-o para um beijo demorado – vou estar sempre com você.
Eles desceram do carro de mãos dadas e foram recebidos por Ashley com um sorriso forçado.
-Não precisa fingir ser simpática, Ashley – Demi disparou e Joe mudou de cor.
-Demi…
-Cansei de tudo, Joseph – caminhou puxando-o pela mão até a bancada onde uma simpática recepcionista digitava algo no computador - Alice – riu, elas haviam feito amizade, na verdade, Demi a comprava com bolinhos, roupas de grife, sapatos e joias toda manhã, só pra ficar de olho em Ashley.
 -Demi, querida – na hora a menina se virou simpática – tudo bem?
-Sim – disse pra si mesma, na verdade – a médica do Ronan disse que gostaria de falar comigo e com o Joe, você pode ver se ela está desocupada agora?
-Claro, um segundo – a menina apertou um botão e chamou a doutora – ela está na sala dela, vocês sabem onde é, certo? – perguntou e o casal concordou com a cabeça – está pronta para recebê-los.
-Obrigada – Demi sorriu e apertou a mão de Joe, queria passar confiança a ele, mas isso lhe faltava também, então pareceu mais um ato de desespero e nervosismo, entraram silenciosamente e a médica os encarou séria, péssimo sinal.
-Sentem-se – ela disse arrumando os papéis a sua frente.
-Doutora, eu – Joe tentou dizer enquanto se sentava, mas ela o interrompeu.
-Por favor, Senhor Joseph, aguarde até que eu termine – disse e Demi olhou pra ele estendendo a mão, ele a segurou como se sua vida dependesse disso – sabemos que chegamos no último estágio do tratamento do Ronan, ele não respondeu aos estímulos e não encontramos nenhum doador compatível…
-Ainda – Demi disse confiante.
-Por favor – a médica continuou – ontem a noite ele piorou de forma preocupante…
-EU QUERO VÊ-LO AGORA – Joe se levantou tão rápido que Demi deu um pulo ao seu lado.
-Senhor Joseph, não me obrigue a tomar medidas piores com você – a médica elevou o tom de voz e o encarou severamente, que voltou a se sentar relutante – chegamos a um patamar crucial na vida dele e temo que ele não resista.
-Mas ele estava bem – Demi disse e o tom agudo de sua voz entregou seu medo, sua muralha estava caindo aos poucos – você não falou nada sobre o estado dele – encarou Joe – isso quer dizer que ele estava bem, não quer?
-Na verdade – Joe disse – ele passou a maior parte do tempo desacordado devido ao tratamento e aquelas manchas roxas – parou de falar repentinamente já que um nó o sufocava.
-Meu Deus, Joe – ela se espantou – por que você não me falou?
-Eu não tive tempo – disse – eu cheguei em casa e você – ele parou de novo – você sabe.
-Está dizendo que a culpa é minha? – ela abriu a boca incrédula.
-Estou dizendo que nós não estamos focando no que é certo – ele rebateu – não era hora para aquilo, você sabe.
-Eu não fiz nada sozinha – disse entre dentes.
-E você acha que dava pra resistir? – ele elevou um pouco o tom de voz.
-Acalmem-se, por favor – a médica pediu firme e eles a encararam – me escutem, não há muito mais o que se fazer – ela sussurrou – digo, podemos ficar com ele aqui, preso àqueles aparelhos e abatido, ou ir pra casa com vocês, manter os medicamentos e viver um pouco no meio desse caos, estaremos de sobreaviso caso precisem de algo.
-Quer dizer que eu vou ter que conviver com o meu filho sabendo que no segundo seguinte ele pode não estar mais ali? – Joe perguntou, agora não conseguia controlar as lágrimas – imagina, eu não consigo.
-Ele pode ficar…
-Não – Demi a interrompeu – nós vamos leva-lo.
-O que? – ele se virou pra ela – Demi, eu não vou conseguir, ele vai estar bem e um segundo depois ele pode estar morto, entendeu bem, morto?
-PARA, JOSEPH – ela gritou começando a chorar também – você prefere o que? Que ele fique aqui, sozinho, é isso? Que ele não tenha nada de bom antes de – não conseguiu falar – droga, Joe, droga, eu quero fazê-lo feliz, eu quero amenizar tudo isso.
-É IMPOSSÍVEL – ele se levantou de novo – é impossível – parou na porta e a encarou, seus olhos estavam inchados e ele apertava fortemente a própria nuca enquanto mordia os lábios – eu não consigo sem ele aqui – e saiu transtornado.
-Eu vou atrás dele – Demi disse se levantando.
-Demi, sem querer me meter – a doutora disse se levantando também – mas ele já é um homem, sabe o que fazer, já o Ronan está esperando por vocês no quarto.
-Mas eu tenho medo que ele faça alguma besteira – disse baixo.
-Ele não vai – pela primeira vez a medica sorriu, mesmo que tenha sido de leve – ele vai ver que é o melhor a ser feito.
Demi concordou com a cabeça e saiu da sala, passou no banheiro e lavou o rosto respirando fundo, ligou para Nick e pediu pra ele procurar Joe e quando achou que estava relativamente bem, foi ao encontro de Ronan e por sorte o pegou acordado.
-Oi meu amor – Demi sorriu abertamente fechando a porta e se sentando na beirada da cama – como você tá?
-To com sono – ele reclamou.
-Eu tenho uma noticia que eu acho que pode te animar, mas antes eu quero que você me ajude com uma coisinha.
-Pode dizer – Ronan disse, Demi tentou ignorar o tom baixo e cansado de sua voz.
-Quero que você me fale tudo que você sempre quis fazer, os lugares que sempre quis ir, os filmes que quer assistir, tudo, vou fazer uma lista.
-Eu não quero nada – ele disse baixo e a encarou – eu só quero ir pra casa.
Demi respirou fundo para não chorar bem ali, bem na frente dele, se ajeitou na cama e sorriu de forma maternal.
-Mas isso já vai acontecer – disse empolgada.
-Jura? – o pequeno sorriu – caramba, é mesmo?
-Sim – Demi riu se levantando – daqui a pouco a doutora virá aqui e daí só a gente arrumar as coisas.
Em poucas horas Demi já estava com Ronan em casa, uma enxurrada de recomendações e uma dose de preocupação a mais, porque até agora não havia nem sinal de Joe, resolveu se desligar disso e passou o dia assistindo a maratona de Bob Esponja, quando se deu conta já era noite e Ronan dormia calmamente ao seu lado, a primeira coisa que ela fez foi ver se ele respirava, se sentiu aliviada ao constatar que sim, se levantou calmamente para não acorda-lo quando sentiu lágrimas escorrerem pelo seu rosto.
-Eu te amo tanto, filho – passou a mão pelo rosto dele enquanto sussurrava – eu te prometo que vai ficar tudo bem – beijou de leve o topo da cabeça dele e ajeitou o cobertor a sua volta, deu uma última conferida nos comprimidos na mesinha e nos horários a serem tomados, se virou pretendendo chorar em silencio até não sentir mais esse aperto no peito, mas encontrou Joe parado na porta, encarando a cena, igualmente emocionado.
Demi passou por ele como se ele fosse um objeto, pode ouvi-lo entrar no quarto de Ronan, ela foi direto para o banho, demorou o máximo que pode lá, apreciava enquanto cada gota de água relaxava seus músculos de forma milagrosa, fechou os olhos e chorou tudo que havia segurado até agora, pediu a Deus que o barulho do chuveiro abafasse os sons de seus soluços que eram cada vez mais altos, se agachou lentamente até se sentar no chão, o contato com o chão gelado fez com que ela fizesse uma careta, jogou a cabeça para o lado e encarou uma caixinha na prateleira mais alta ao lado do armário.
-Não – se surpreendeu com seu próprio sussurro – você não pode, você não tem culpa – disse pra si mesma – você é forte, Demi, muito forte.
Ela encarou mais uma vez a caixinha e voltou a chorar, escondeu o rosto entre os joelhos e abraçou a perna tentando manter um raciocínio lógico, mas tudo que vinha a sua mente eram as palavras de Joe, afinal, ele estava certo, se ela estivesse sido radical desde o inicio com toda essa história de ter uma noite romântica, nada disso teria acontecido, certo? Não, não era certo, ela não tinha culpa, mas a situação fazia com que ela se sentisse culpada e isso era demais pra ela, se levantou sem se preocupar em como estava molhando o chão do banheiro e abriu a caixinha pegando a lâmina que estava dentro, não sabia ao certo como havia chegado ali, nem como havia começado, só se deu conta quando a água ao seu lado tomou um tom avermelhado e seu pulso começou a arder de forma assustadora, tudo voltou como era antes, ali estava a Demi de sempre, jogada no chão do banheiro quebrando promessas antigas.

 Gente, só faltam 2 capítulos ! ! Vamos chorar :((( 
E aí, comentários ? xx

2 comentários:

  1. aahhhhhh eu estou chorandoooooo esse capitulo é muito triste e ao mesmo tempo perfeitooooooooooooooooooooooooo....

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  2. Capitulo triste =(
    Sem falar que a fic ja ta acabando =(²
    Mas ta perfeito
    Posta logooo
    Beijos!!!

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